segunda-feira, 12 de março de 2018

MARCAS DE FERROS DE FAZENDEIROS DE ARARUNA/PB (1910/1930)

Tão antigos quanto a criação de gado, os ferros eram os instrumentos usados para marcar o gado, indicando a propriedade do mesmo. Ainda hoje são utilizados.
As marcas surgiram a partir de um desenho que podia ser as iniciais do nome do proprietário, um rabisco qualquer ou um símbolo. Cada fazendeiro criava a sua marca.  
Em Araruna, no início do século XX, existiam muitos criadores de gado.. Abaixo as marcas de alguns deles e os locais de suas propriedades.

Baixio da data da lagoa Salgada - Francisco Gomes de Oliveira


Salgadinho - Joaquim de Souza


Salgadinho - Antonio de Souza


Salgadinho - José de Souza

Salgadinho  - Gesuina Maria da Conceição


Cachoeira - Antonio Fernandes do Rego

Barra do Cruz - Ignácio Francisco da Cruz


Bola - Ângelo Lopes de Mendonça

Bola - Nestor Lucio  de Morais

Barra do Riacho de Areia - Francisco Florentino Pereira (ludgério)


Quirido - Joel Pinheiro Câmara

Campo Redondo - José Antonio (Zeferino)

Abreu - Felisbella Emília da Costa


Calabouço - Joaquim Bezerra Cavalcante de Oliveira Lima


Água Fria - José Mandu


Jucá de Tacima - Francisco Jorge dos Santos


Urubu - Roque galdino de Macedo


Araruna (centro) - Francisco Alves de Macedo


Araruna (Centro) - Manoel Borges 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ALGUNS DADOS HISTÓRICOS SOBRE CAMPINA GRANDE

Campina Grande é uma das mais antigas localidades da Paraíba. É grande a controvérsia de quando a localidade começou a ser ocupada. Antigos documentos dão conta que desde a metade do século XVII existia uma aldeia de índios, a qual, teria sido o embrião da futura  povoação, que muito deve a Teodósio de Oliveira Ledo que explorou as terras conquistadas dos indígenas.
O certo é que em 1769 já  era freguesia e foi elevada a vila, com o nome de Vila Nova da Rainha, em 1790. Tal denominação foi abandonada com o tempo, sendo que a localidade era chamada apenas de CAMPINA ou CAMPINA GRANDE.
Por estar situada na rota da antiga estrada que ligava ao sertão e, ainda, da outra que seguia para o Rio Grande do Norte, Campina sempre teve um comércio grande, ligado principalmente às feiras de gado e de gêneros alimentícios.  
Foi na localidade que teve inicio, por volta de 1875, a revolta do Quebra Quilos, movimento ligado  a lei que substituía o sistema de pesos e medidas usados até então pelo o sistema métrico decimal.

Casamento de João Paulo de Souza e Luzia Barbosa, na Capela de Areia. O nubente era natural de "Campina Grande".




segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O CAPITÃO AJUDANTE HENRIQUE EMYGDIO DE SOUZA PINTO

Em outras postagens escrevi bastante sobre Henrique Emygdio de Souza Pinto que nasceu em Santa Cruz/RN mas viveu em Araruna/PB.
Ele deixou muitos descendentes que demonstraram nos últimos anos real interesse na vida de seu ancestral, razão pela qual não posso deixar de acrescentar alguns dados para ajudar no resgate da história de vida dele.
Henrique foi Capitão ajudante do Estado Maior no Batalhão de Infantaria - 204 da Paraíba, conforme consta na página 4, Seção I do DOU de 28/10/1909.
É importante ressaltar que pelo Decreto 7.617 de 21/10/1909 foi criada a Guarda Nacional da Comarca de Alagoa Grande e, em consequência,  feitas novas nomeações, inclusive a de Henrique.
Assim, como seu avô JOAQUIM JOSÉ PINTO, Henrique teve o mesmo posto de capitão. Todavia, pelo que entendi, foi designado como capitão ajudante junto ao Estado maior o que significa que seria um ajudante de ordens (assistente ou secretário pessoal) de uma pessoa de alta posição no Batalhão , muito provavelmente o comandante do mesmo.


Foto de Henrique e Raimunda Carolina com os filhos  José Pinto, Arthur, Cornélio, Antonio, Laura, Arnaldo, Pedro e Henrique, provavelmente tirada no final do ano de 1921. 
A única menina é Laura nascida em 1913. E a outra mulher sentada é JOANA, nascida em 1898, minha tia avô, irmã de minha avô ISABEL ALEXANDRINA BORGES, a qual foi morar com o tio HENRIQUE EMYGDIO DE SOUZA PINTO, quando tinha 10 anos de idade, após a morte da mãe em 1908 e acabou por se tornar a babá dos primos e dos filhos dos primos... 

foto cedida por Neide Pinto



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

DIVISÃO ELEITORAL DO MUNICÍPIO DE ARARUNA (PB) DE 1892

ATA DA DIVISÃO DO MUNICÍPIO EM SECÇÃO SECCIONAIS LEI N° 35 de 26 DE JANEIRO DE 1892

Texto da ata que dividiu o município em seções eleitorais em 1892.

Aos cinco dias do mês de abril de mil oitocentos e noventa e dois desta República no Paço do Conselho Municipal as deiz horas da manhã, presentes os cidadãos conselheiros JOÃO VIVENTE DE LIMA FREIRE, HENRIQUE PEREIRA DA COSTA, ANTONIO TEIXEIRA DA ROCHA e JOÃO EVANGELISTA DE OLIVEIRA GALVÃO, que foi conformidade em substituição aos que ausentes por motivo justificado para completar a mesa como dispões o parágrafo terceiro do artigo sexto da mesma lei, composto o número a presidência do conselho declarou que em virtude da lei número trinta e cinco  de vinte e seis de janeiro de mil oitocentos e noventa e dois e artigo três para se proceder a divisão desse município em quatro secções. Primeira seção da Villa compreendendo os seguintes: Primeira: a villa. Segundo: Bernardo; Terceiro: Maniçoba. Quarto: Jardim. Quinto: Guaribas e sexto que funciona no edifício do Paço Municipal; Segunda seção: Tacima, compreendendo o quarteirão seguinte: sétimo: Tacima. Oitavo: Várzea. Nono: Água Fria. Décimo: Urubu. Onze: Calaboço. Doze: Cachoeirinha. Treze: Brasa que funcionará no edifício do Tenente Vianna Ferreira. Terceira Seção: Riachão que funcionará nesta Vila no edifício que serve de cadeia compreendendo os seguintes: Quatorze: Riachão. Quinze: Cacimba, Dezesseis: Umburana da Onça. Dezessete: Serra Verde. Dezoito: Carnaúba. Dezenove: Fragata. Quarta Seção: Cacimba de Dentro que funcionará no edifício de Herculino Pompílio de Freitas. Dividindo o município tratou-se da elegibilidade dos cidadãos que tem de funcionar em cada seção, moram e alistamento dos eleitores do corrente ano dando resultado serem eleitos para a mesa da Primeira Seção JOÃO EVANGELISTA DE OLIVEIRA GALVÃO, JOÃO PEREIRA DA SILVA, NUNO DE MAGALHÃES TEIXEIRA, FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, ANELINO PEREIRA DA COSTA, JOÃO CARLOS DA SILVA, IZIDO CORREIA FILHO, FRANCISCO PEREIRA DA SILVA XIXI. Segunda Seção: TENENTE ANTONIO BEZERRA CARNEIRO DA CUNHA, PEDRO BEZERRA DE ARAÚJO, JOÃO TEIXEIRA DA SILVA, MANOEL RIBEIRO DA SILVA, BERNARDINO BEZERRA DA SILVA, HORTÊNCIO JOSÉ DE SOUZA, JOSÉ TEIXEIRA DE LIMA e CAETANO MARIA LINS DE ALBUQUERQUE. Terceira seção: DORIVAL BRAZILIANO DA SILVEIRA CABRAL, JACINTO XAVIER DA ROCHA, ALEIXO MARTINS DE SOUZA, SEVERINO JOSÉ DE SOUZA, MIGUEL FERREIRA DOS ANJOS, MANOEL ROBERTO DE SOUZA e JOÃO VICTORIANO DA GAMA. Quarta Seção: JOÃO GONÇALVES DE ANDRADA CUPAÍBA, MANOEL MARTINS, PEDRO FRNACISCO DE LINHARES FERNANDRS, OLEGARIO DO NASCIMENTO, FRANCISCO CORREIA DA COSTA e MANOEL TRAJANO DE OLIVEIRA. 

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

BANANEIRAS NO SÉCULO PASSADO (PB)


Ao longo dos anos a cidade de Bananeiras vem se transformando.
A seguir, uma série de fotos do final da década de 40 do século passado que  dão uma ideia de como era a paisagem urbana naquela época

Nesta foto percebe-se a Igreja ao fundo, o casario e a praça na entrada da cidade, cercada de muitos espaços verdes.  
 foto arquivo pessoal 

A foto revela a praça, com o rio canalizado, o coreto, muitas árvores e um carro "de aluguel". Ao fundo a Igreja Nossa Senhora do Livramento com as palmeiras imperiais e alguns casarões que foram de propriedade de produtores de café. 

 foto arquivo pessoal 

 Solenidade realizada na praça Epitácio Pessoa  onde se pode ver claramente o coreto ao fundo e o monumento da Independência. A Banda de música, que acredito era a Filarmônica Euterpe 8 de dezembro  (não tenho certeza) 
 foto arquivo pessoal 

ALGUNS ANTIGOS LOCAIS DE ARARUNA (PB)


Um interessante registro de terras feito por MANOEL NARCIZO RIBEIRO, no ano de 1857, aponta lugares em Araruna, alguns dos quais são identificados imediatamente uma vez que ainda hoje mantêm o mesmo nome, tais como o Jucá que é conhecido como sítio Jucá e Confusão, como Sítio Serra da Confusão. Rio Calabouço, que faz divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, próximo ao Parque Estadual da Pedra da Boca no município de Araruna.
Não consegui localizar Alagoa Fria que pode ser o atual Sítio da Água Fria.
Na verdade, em Araruna aparecem nos registros como pertencentes à freguesia Alagoa Salgada, Alagoa de Dentro, Alagoa da Mata, Primeira Alagoa, Alagoa do Tapuya, Alagoa da Pedra, Alagoa da Carnaúba, Alagoa da Serra, Alagoa de Fora e mais algumas “alagoas” (lagoas), além de vários riachos, como esse da Cacimba da Oiticica citado no registro de terras, que também não consegui localizar, já que os principais afluentes do Rio Calabouço são Riacho salgado, Riacho do Limão, Riacho do Bola, Rio Salgado, Rio da Areia e Riacho do Cruz.
É importante ressaltar que algumas dessas lagoas podem estar localizadas em Dona Ignez, Riachão, Tacima ou Cacimba de Dentro, locais que pertenciam à freguesia de Araruna.

No passado a região era rica em águas e, em sua grande parte, com vegetação característica da mata atlântica. A paisagem atual encontra-se intensamente modificada, seja por conta dos fenômenos climáticos seja em grande parte pela ação humana.

O registro:

Manoel Narcizo Ribeiro e sua mulher Ana Maria de Jesus, moradores na Alagoa Fria desta freguesia, possuem nesta Freguezia d’Araruna, Província da Paraíba, uma parte de terras na dita Confusão, cuja extensão de terras são da barra do riacho Cacimba da Oiticica pelo rio Calabouço abaixo ao lageiro donde sai o caminho do Jucá, subindo dito caminho até a entrada da Confusão vai ao riacho que está a vista da costa do dito lugar confusão e segue a pedra das três listas sobe a mesma pedra, donde seguindo em frente para o norte irá ter outra pedra, que serve de extrema e dahi seguindo o riacho abaixo para confinar com Cacimba da Oiticica, cujas terras houverão por compra a Manoel Vicente de Souza e sua mulher Maria Joaquina da Conceição. Alagoa fria 25 de junho de 1857”.



sábado, 16 de dezembro de 2017

BANCO POPULAR DE MORENO

O Banco Popular de Moreno foi criado em 1927, sendo que o número de sócios chegou a 188.

É importante ressaltar que nas décadas de 1910 e 1920 ocorreu uma expansão dos números de bancos criados. São bancos pequenos e locais, onde o crédito ligava o setor financeiro ao produtivo.
Muitos nem podem ser considerados bancos, mas se assemelham as caixas rurais que nada mais eram que cooperativas de crédito dos pequenos produtoras das cidades do interior do Brasil.
Esses bancos e essas caixas rurais eram limitados ao município em que estavam instaladas e ligadas principalmente à venda da safra dos agricultores.
Os sócios ou associados deixavam as suas economias sob a guarda da instituição e iam buscar quando precisavam de empréstimos.
Na região, por exemplo, destacam-se a Caixa Rural de Serraria (de 1925), da Caixa Rural de Bananeiras e o Banco Auxiliar do Povo de Campina Grande.

Quanto ao Banco Popular do Moreno (atual cidade de Solânea/PB) tinha como gerente por muitos anos JOSÉ PESSOA DA COSTA, que foi um grande empresário local e também maçom.
A loja maçônica de Solânea, fundada em 1967, carrega seu nome.


Não obtive documentos até o presente momento que ligasse JOSÉ PESSOA DA COSTA a JOSÉ LOPES PESSOA DA COSTA que viveu, durante muitos anos em Bananeiras, e foi tabelião naquela cidade entre 1840/1877. Contudo, ao que tudo parece são da mesma família.