quarta-feira, 2 de maio de 2018

POPULAÇÕES DE ALGUMAS CAPITAIS 1915

 QUADRO COMPARATIVO DA CIDADE DA PARAHYBA (atual JOÃO PESSOA)  COM OUTRAS CAPITAIS


CIDADES                            ANO                     POPULAÇÃO
PARAHYBA                       1915                      40.000
CURITIBA                          1915                      65.500
RECIFE                             1915                     230.000 
SÃO PAULO                      1915                     500.000
RIO DE JANEIRO              1915                     961.522 
BELO HORIZONTE           1914                       44.945
SALVADOR                        1913                     310.000  
MACEIÓ                             1913                       70.000
FORTALEZA                       1913                       80.000
MADRID                             1915                     614.105
NEW YORK                        1915                   5.484.328
BUENOS AIRES                 1915                  1.587.105
     

COLÉGIO ELEITORAL DE BANANEIRAS DE 1865

Transcrição da ata de 1865, com eleição dos membros para a assembléia provincial.



"Acta especial a instalação do Collégio Eleitoral da Freguesia de Nossa Senhora do Livramento de Bananeiras que tem de proceder a eleição de dezoito membros à Assembléia Legislativa da Parahíba do Norte.
Aos deiz dias do m~e de dezembro do anno de nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e secenta e cinco, nesta casa de oração, servindo da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento da Província da Parahíba do Norte, reunidos o Collégio Eleitoral, pelas deiz horas da manhã, sob a presidência do Juiz de paz, segundo soldado o cidadão Antonio Targino de Freitas Pessoa e Tenenete Coronel Targino Candido das Neves e procedendo-se a leitura de que trata o artigo secenta e nove da lei número trezentos e oitenta e sete de dezenove de agosto de mil oitocentos e quarenta e seis, observando-se  sempre as formalidades que se refere o artigo dezoito do Decreto número mil oitocentos e quarenta e seis e mais disposições da lei regulamentar de eleições supracitada constituindo-o por este modo a mesa instalada do Collégio e procedendo-se a eleição dos sois secretários e dois escrutinadores, por escrutinio escrito depois do que , digo, escrutadores dentes os leitores por escrutínios secretos depois de lidas e contadas as sedulas, verificou-se saírem eleitos os senhores LEONARDO ANTONIO DA CUNHA com vinte e cinco votos, PEDRO GONÇALVES DA CUNHA, com vinte e cinco votos, ANTONIO CANDIDO THAUMATURGO DE FARIAS, com deiz votos, BELISÁRIO PESSOA BANDEIRA, deiz votos, JOÃO ANDRADE DE FREITAS DA CUPAOBA, com quatro votos, JOÃO JOSÉ DAS NEVES, treiz votos, SINÉRIO PEREIRA GUIMARÃES dois votos, OLINTO POMPILHO DE MELLO um voto, JOSÉ LOPES PESSOA DA COSTA, um voto e FRANCISCO DE PAULA FERREIRA GRILO, um voto. Os membros da mesa do Collégio Eleitoral de Bananeiras em cumprimento ao art. 79 da lei 387 de 19 de agosto de 1846, remete a assembleia legislativa provincial. Por intermédio de cópia autêntica das atas de eleição para deputados provinciais, que quis ter lugar nos dias 10 e 11 do corrente mês. Villa de Bananeiras, 15 de dezembro de 1865.

sábado, 28 de abril de 2018

INSCRIÇÕES RUPESTRES (BANANEIRAS, SOLÂNEA E ARARUNA)

A Paraíba é rica em inscrições rupestres. Não só a PEDRA DO INGÁ, a mais famosa delas e monumento arqueológico muito importante, mas muitos outros sítios.  
Infelizmente, muitos desses preciosos registros da pré história do homem americano está desaparecendo por falta de conservação.
Nas rochas as margens dos rios e riachos encontramos muitas inscrições que podem ser esculpidas ou pinturas, com variedades de figuras geométricas ou representações de animais, pessoas ou objetos.
O povo em geral chama tais inscrições de "letreiros".
As primeiras notícias que temos desses letreiros foi em dezembro de 1598, na Serra da Copaóba, onde no rio "Araçuagipe", Feliciano Colho de Carvalho se deparou com alguns "sinais" feitos nas pedras da margem do rio.
Elias Herckmam, em 1641, nas suas incursões na Copaóba se deparou com "certas pedras lavradas pelas indústria humana" ( ao que tudo parece o local ficou conhecido como Pedra Lavrada).
É fato incontestável que no norte do planalto da Borborema (Copaóba) existem cursos de água cujos arredores  foram habitados por populações humanas que deixaram tais inscrições nas pedras.
O sítio rupestre encontrado em Bananeiras foi da tradição Agreste (Gruta do Morcego, no Sítio Roma de Baixo).
Em Solânea, no Sítio Cacimba da Várzea existem muitas inscrições rupestres da tradição itacoatiara e também da tradição agreste. No lugar também existe um amontoado de rochas que parece muito um monumento megalítico que poderia ter sido usado para fins religiosos ou simbólicos. Infelizmente, não encontrei nenhuma pesquisa feita a respeito. Exemplo do descaso com a nossa história. Conheci o local e posso assegurar que é fantástico, mas pouco conhecido até pelos moradores locais, o que até vem a ser bom para evitar a depredação desse patrimônio arqueológico..
Na Pedra da Boca em Araruna, na parte conhecida como Pedra da Santa ou Pedra do Letreiro. existem pinturas rupestres da tradição Nordeste. No município, recentemente tive notícias de terem sido mapeados outros sítios rupestres.
Enfim, é uma pena que tais sítios não sejam estudados, catalogados e preservados.    
   

segunda-feira, 12 de março de 2018

MARCAS DE FERROS DE FAZENDEIROS DE ARARUNA/PB (1910/1930)

Tão antigos quanto a criação de gado, os ferros eram os instrumentos usados para marcar o gado, indicando a propriedade do mesmo. Ainda hoje são utilizados.
As marcas surgiram a partir de um desenho que podia ser as iniciais do nome do proprietário, um rabisco qualquer ou um símbolo. Cada fazendeiro criava a sua marca.  
Em Araruna, no início do século XX, existiam muitos criadores de gado.. Abaixo as marcas de alguns deles e os locais de suas propriedades.

Baixio da data da lagoa Salgada - Francisco Gomes de Oliveira


Salgadinho - Joaquim de Souza


Salgadinho - Antonio de Souza


Salgadinho - José de Souza

Salgadinho  - Gesuina Maria da Conceição


Cachoeira - Antonio Fernandes do Rego

Barra do Cruz - Ignácio Francisco da Cruz


Bola - Ângelo Lopes de Mendonça

Bola - Nestor Lucio  de Morais

Barra do Riacho de Areia - Francisco Florentino Pereira (ludgério)


Quirido - Joel Pinheiro Câmara

Campo Redondo - José Antonio (Zeferino)

Abreu - Felisbella Emília da Costa


Calabouço - Joaquim Bezerra Cavalcante de Oliveira Lima


Água Fria - José Mandu


Jucá de Tacima - Francisco Jorge dos Santos


Urubu - Roque galdino de Macedo


Araruna (centro) - Francisco Alves de Macedo


Araruna (Centro) - Manoel Borges 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

ALGUNS DADOS HISTÓRICOS SOBRE CAMPINA GRANDE

Campina Grande é uma das mais antigas localidades da Paraíba. É grande a controvérsia de quando a localidade começou a ser ocupada. Antigos documentos dão conta que desde a metade do século XVII existia uma aldeia de índios, a qual, teria sido o embrião da futura  povoação, que muito deve a Teodósio de Oliveira Ledo que explorou as terras conquistadas dos indígenas.
O certo é que em 1769 já  era freguesia e foi elevada a vila, com o nome de Vila Nova da Rainha, em 1790. Tal denominação foi abandonada com o tempo, sendo que a localidade era chamada apenas de CAMPINA ou CAMPINA GRANDE.
Por estar situada na rota da antiga estrada que ligava ao sertão e, ainda, da outra que seguia para o Rio Grande do Norte, Campina sempre teve um comércio grande, ligado principalmente às feiras de gado e de gêneros alimentícios.  
Foi na localidade que teve inicio, por volta de 1875, a revolta do Quebra Quilos, movimento ligado  a lei que substituía o sistema de pesos e medidas usados até então pelo o sistema métrico decimal.

Casamento de João Paulo de Souza e Luzia Barbosa, na Capela de Areia. O nubente era natural de "Campina Grande".




segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O CAPITÃO AJUDANTE HENRIQUE EMYGDIO DE SOUZA PINTO

Em outras postagens escrevi bastante sobre Henrique Emygdio de Souza Pinto que nasceu em Santa Cruz/RN mas viveu em Araruna/PB.
Ele deixou muitos descendentes que demonstraram nos últimos anos real interesse na vida de seu ancestral, razão pela qual não posso deixar de acrescentar alguns dados para ajudar no resgate da história de vida dele.
Henrique foi Capitão ajudante do Estado Maior no Batalhão de Infantaria - 204 da Paraíba, conforme consta na página 4, Seção I do DOU de 28/10/1909.
É importante ressaltar que pelo Decreto 7.617 de 21/10/1909 foi criada a Guarda Nacional da Comarca de Alagoa Grande e, em consequência,  feitas novas nomeações, inclusive a de Henrique.
Assim, como seu avô JOAQUIM JOSÉ PINTO, Henrique teve o mesmo posto de capitão. Todavia, pelo que entendi, foi designado como capitão ajudante junto ao Estado maior o que significa que seria um ajudante de ordens (assistente ou secretário pessoal) de uma pessoa de alta posição no Batalhão , muito provavelmente o comandante do mesmo.


Foto de Henrique e Raimunda Carolina com os filhos  José Pinto, Arthur, Cornélio, Antonio, Laura, Arnaldo, Pedro e Henrique, provavelmente tirada no final do ano de 1921. 
A única menina é Laura nascida em 1913. E a outra mulher sentada é JOANA, nascida em 1898, minha tia avô, irmã de minha avô ISABEL ALEXANDRINA BORGES, a qual foi morar com o tio HENRIQUE EMYGDIO DE SOUZA PINTO, quando tinha 10 anos de idade, após a morte da mãe em 1908 e acabou por se tornar a babá dos primos e dos filhos dos primos... 

foto cedida por Neide Pinto



terça-feira, 26 de dezembro de 2017

DIVISÃO ELEITORAL DO MUNICÍPIO DE ARARUNA (PB) DE 1892

ATA DA DIVISÃO DO MUNICÍPIO EM SECÇÃO SECCIONAIS LEI N° 35 de 26 DE JANEIRO DE 1892

Texto da ata que dividiu o município em seções eleitorais em 1892.

Aos cinco dias do mês de abril de mil oitocentos e noventa e dois desta República no Paço do Conselho Municipal as deiz horas da manhã, presentes os cidadãos conselheiros JOÃO VIVENTE DE LIMA FREIRE, HENRIQUE PEREIRA DA COSTA, ANTONIO TEIXEIRA DA ROCHA e JOÃO EVANGELISTA DE OLIVEIRA GALVÃO, que foi conformidade em substituição aos que ausentes por motivo justificado para completar a mesa como dispões o parágrafo terceiro do artigo sexto da mesma lei, composto o número a presidência do conselho declarou que em virtude da lei número trinta e cinco  de vinte e seis de janeiro de mil oitocentos e noventa e dois e artigo três para se proceder a divisão desse município em quatro secções. Primeira seção da Villa compreendendo os seguintes: Primeira: a villa. Segundo: Bernardo; Terceiro: Maniçoba. Quarto: Jardim. Quinto: Guaribas e sexto que funciona no edifício do Paço Municipal; Segunda seção: Tacima, compreendendo o quarteirão seguinte: sétimo: Tacima. Oitavo: Várzea. Nono: Água Fria. Décimo: Urubu. Onze: Calaboço. Doze: Cachoeirinha. Treze: Brasa que funcionará no edifício do Tenente Vianna Ferreira. Terceira Seção: Riachão que funcionará nesta Vila no edifício que serve de cadeia compreendendo os seguintes: Quatorze: Riachão. Quinze: Cacimba, Dezesseis: Umburana da Onça. Dezessete: Serra Verde. Dezoito: Carnaúba. Dezenove: Fragata. Quarta Seção: Cacimba de Dentro que funcionará no edifício de Herculino Pompílio de Freitas. Dividindo o município tratou-se da elegibilidade dos cidadãos que tem de funcionar em cada seção, moram e alistamento dos eleitores do corrente ano dando resultado serem eleitos para a mesa da Primeira Seção JOÃO EVANGELISTA DE OLIVEIRA GALVÃO, JOÃO PEREIRA DA SILVA, NUNO DE MAGALHÃES TEIXEIRA, FRANCISCO ANTONIO DE OLIVEIRA, ANELINO PEREIRA DA COSTA, JOÃO CARLOS DA SILVA, IZIDO CORREIA FILHO, FRANCISCO PEREIRA DA SILVA XIXI. Segunda Seção: TENENTE ANTONIO BEZERRA CARNEIRO DA CUNHA, PEDRO BEZERRA DE ARAÚJO, JOÃO TEIXEIRA DA SILVA, MANOEL RIBEIRO DA SILVA, BERNARDINO BEZERRA DA SILVA, HORTÊNCIO JOSÉ DE SOUZA, JOSÉ TEIXEIRA DE LIMA e CAETANO MARIA LINS DE ALBUQUERQUE. Terceira seção: DORIVAL BRAZILIANO DA SILVEIRA CABRAL, JACINTO XAVIER DA ROCHA, ALEIXO MARTINS DE SOUZA, SEVERINO JOSÉ DE SOUZA, MIGUEL FERREIRA DOS ANJOS, MANOEL ROBERTO DE SOUZA e JOÃO VICTORIANO DA GAMA. Quarta Seção: JOÃO GONÇALVES DE ANDRADA CUPAÍBA, MANOEL MARTINS, PEDRO FRNACISCO DE LINHARES FERNANDRS, OLEGARIO DO NASCIMENTO, FRANCISCO CORREIA DA COSTA e MANOEL TRAJANO DE OLIVEIRA.