sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

OS ANCESTRAIS DE MARIA MERCEDES BOTELHO DE MEDEIROS (ILHA DE SÃO MIGUEL)



1. MARIA DAS MERCÊS BOTELHO DE MEDEIROS
            Nasceu no dia 21 de setembro de 1856 na Vila da Lagoa (Ilha de São Miguel/Açores).
            Casou-se com o português MANOEL PEREIRA GOMES, filho de José Custódio Gomes de Carvalho e Joaquina Pereira do Lago no dia 6/11/1871 em Três Rios/RJ (Brasil).
Foto tirada em 1879  No Brasil. Maria das Mercês,  Manoel Pereira Gomes.
Sentado Antonio Pereira Gomes (irmão Manoel) e Henriqueta (filha nascida em 16/5/1878)


                                               SEGUNDA GERAÇÃO
2. JOAQUIM ANTONIO DE MEDEIROS
            Nasceu no dia 14 de junho de 1827.
            Casou-se com Jacintha Cândida Botelho no dia 19/07/1852 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.

3. JACINTHA CÂNDIDA BOTELHO
            Nasceu em 26 de  julho de 1828 em  São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.

                                               TERCEIRA GERAÇÃO
4. ANTONIO JACINTO BORGES
            Nasceu em 4 de julho de 1787 em São Pedro de Ponta Delgada – São Miguel/Açores.
            Casou-se com Ana Jacintha de Jesus em 27 de novembro de 1809.

5. ANA JACINTHA DE JESUS
            Nasceu em 6 de outubro de 1792.


6. FELISBERTO BOTELHO
            Casou-se com ANNA JOAQUINA em 2 de novembro de 1832 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.

7. ANNA JOAQUINA

                                               QUARTA GERAÇÃO 
8. FRANCISCO BERNARDO
            Casou-se com Laureana Joaquina em 14/01/1781



9. LAUREANA JOAQUINA
      Nasceu em 22/10/1759
        

10. PEDRO DE MEDEIROS 
            Nasceu em São José de Ponta Delgada.
            Casou-se com Maria Joaquina em 21/11/1791


11. MARIA JOAQUINA

12. CAMILLO JOSÉ BOTELHO
            Casou-se com Ana Felícia

13. ANA FELÍCIA

14. ANTONIO DE SOUZA VALLES
            Casou-se com Joaquina do Carmo Souza em 2/12/1805

15. JOAQUINA DO CARMO SOUZA
            Nasceu em 16/07/1787 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.


                                               QUINTA GERAÇÃO

16. ANTONIO JOSÉ
            Casou-se com Bárbara Francisca

17. BÁRBARA FRANCISCA

18. ANTONIO DOS SANTOS
            Casou-se com Maria Francisca

19. MARIA FRANCISCA

20. JOÃO DE MEDEIROS
            Nasceu em 3 de março de 1729 em Fajã de Baixo – Ilha de São Miguel.
            Casou-se com Victória Cordeiro.

21. VICTÓRIA CORDEIRO
            Nasceu em 16 de março de 1728

22. JOAQUIM DE SOUZA
            Casou-se com Ignez dos Santos

23. IGNEZ DOS SANTOS

24. FELISBERTO DE MELLO
            Nasceu em 10 de outubro de 1749 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.
            Casou-se com Escolástica Thereza em 2/5/1768.

25. ESCOLÁTICA THEREZA
            Nasceu em 7 de outubro de 1750 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.


26. JOSÉ MARTINS FONTES
            Casou-se com Antonia do Espírito Santo.

27. ANTONIA DO ESPÍRITO SANTO

28. JOSÉ DE SOUZA
            Casou-se com Thereza Francisca

29. THEREZA FRANCISCA

30. JOAQUIM JOSÉ DE SOUZA

31. Mãe Incógnita


                                               SEXTA GERAÇÃO

40. SEBASTIÃO DE MEDEIROS
            Nasceu em 12 de Janeiro de 1701 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.
            Casou-se com Sebastiana Martins

41. SEBASTIANA MARTINS
            Nasceu em 16 de maio de 1701 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.

42. DOMINGOS AFFONSO DE PAIVA
            Casou-se com Maria Benevides

43. MARIA BENEVIDES

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48. MANOEL BOTELHO
            Casou-se com Maria de São Miguel em 27/06/1744

49. MARIA DE SÃO MIGUEL

                                               SÉTIMA GERAÇÃO

80. MANOEL DE MEDEIROS
            Casou-se com Apolônia da Costa

81. APOLÔNIA DA COSTA

82. JOSÉ DE (VAZ) CONCELLOS
            Casou-se com ANNA MARTINS

83. ANNA MARTINS

84. DOMINGOS DE PAIVA
            Casou-se com Isabel Lopes

85. ISABEL LOPES

86. JOSÉ FERNANDES
            Casou-se com Isabel Roiz

87. ISABEL ROIZ

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96. JUAN BORGES
            Casou-se com Joanna de Mello

97. JOANNA DE MELLO

98. DOMINGOS DA COSTA

            Casou-se com Anna de Santiago

99. ANNA DE SANTIAGO

                                               OITAVA GERAÇÃO

196. DOMINGOS DA COSTA FARRAPO
            Casou-se com Anna de Souza em 3 de junho de 1676 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.
197. ANNA DE SOUZA

                                               NONA GERAÇÃO

392. MANOEL DA COSTA FARRAPO
            Casou-se com Isabel Fernandes em 13 de fevereiro de 1651.

393. ISABEL FERNANDES

394. THOMÉ JORGE
            Casou-se com Isabel de Souza em 25 de novembro de 1676 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.

395. ISABEL DE SOUZA

                                               DÉCIMA GERAÇÃO

786. PEDRO MONTEIRO
            Casou-se com Anna de Souza

787. ANNA DE SOUZA

788. ROQUE FEIYO
            Casou-se com Maria Rabello em 14 de fevereiro de 1643 em São Roque do Rosto de Cão – São Miguel/Açores.


789. MARIA RABELO

790. MANOEL CORREIA SOUZA
            Casou com Isabel Alves
791. ISABEL ALVES

                                               DÉCIMA PRIMEIRA GERAÇÃO

1576. FRANCISCO FEIYO
            Casou-se com Maria Jorge

1577. MARIA JORGE

1578. BRAZ MACHADO
            Casou-se com Maria Benevides

1579. MARIA BENEVIDES


             

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

FAMÍLIA BOTELHO - ILHA DE SÃO MIGUEL

A Ilha de São Miguel nos Açores foi descoberta pelos portugueses em 1426. Seu povoamento iniciou-se no dia 29 de setembro de 1444, dia dedicado ao Arcanjo São Miguel.
Dentre seus primeiros povoadores está GONÇALO VAZ BOTELHO, patriarca de uma imensa família, tendo alguns mantido o sobrenome BOTELHO e grande parte fixado em Ponta Delgada, que após o terremoto de 1522 passou a ser o principal conglomerado urbano da ilha.
Assim como muitos brasileiros, também tenho ancestrais que viveram na Ilha de São Miguel, ou seja, descendo de açorianos.
Em outra postagem do blog apontei os ancestrais de minha bisavó Maria das Mercês Botelho de Medeiros. Sua mãe JACINTA CÂNDIDA BOTELHO nasceu em São Roque do Rosto do Cão, em Ponta Delgada, sendo filha de FELISBERTO BOTELHO e ANA JOAQUINA, cujo casamento ocorreu no dia 22/11/1832 na Ermida de Nossa Senhora do Livramento da paróquia de São Roque.

No mesmo período, coincidentemente, em uma paróquia do mesmo nome NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO, em Bananeiras/PB, meus outros ancestrais (paternos) também professavam a fé católica.

FELISBERTO BOTELHO  (nascido antes de 1808) viveu confortavelmente em Ponta Delgada. Ele era FILHO DE CAMILLO JOSÉ BOTELHO E DE ANA FELÍCIA.  Neto paterno de FELISBERTO DE MELLO  e de ESCOLÁSTICA THEREZA e materno do Capitão JOSÉ MARTINS FONTES E DE ANTONIA DO ESPÍRITO SANTO .
ANA JOAQUINA (nascida após 1810) era filha de ANTONIO DE SOUZA e de JOAQUINA DO CARMO, primos que se casaram em 26/12/1805 – Na ermida de Nossa Senhora do Livramento – São Roque do Rosto do Cão – Ponta Delgada – Ilha de São Miguel.  Neta paterna de José de Souza e de Thereza Francisca e neta materna de Joaquim José de Souza e de “mãe incógnita”.



domingo, 9 de outubro de 2016

PRENOMES

Uma curiosidade da genealogia é a repetição de prenomes na mesma família. Muitas vezes encontramos um Joaquim, filho de um Joaquim, primo, tio e avô de outros “Joaquins”.
Atualmente, tal fato causa espanto. Mas, não era assim antigamente. A bem da verdade tal fato era um costume bem enraizado nas famílias.
Existia até certa regra para o nome de batismo da criança.
Geralmente, os dois primeiros filhos e filhas de um casal recebiam os nomes dos avós (maternos e paternos).  Assim, se a criança era um menino seu prenome seria de seu avô, se menina seria de sua avó.
Muitas das vezes escolhiam o mesmo prenome da avó materna para a menina e do avô paterno para o menino, alternando as famílias.
o terceiro filho nome do pai e se menina o nome da mãe.
Na ordem, sempre homenageando os membros da família, nomes dos tios e das tias. Algumas vezes o prenome era em homenagem ao padrinho ou a madrinha de batismo.
No Brasil, país onde predomina o cristianismo, muitos prenomes são de origem bíblica, como por exemplo: Maria, João, José, Joaquim e Ana .
Em grandes famílias usava-se a “folhinha” para o “santo do dia”. Dessa forma, se a criança nascesse no dia 24 de junho, seu prenome provavelmente seria JOÃO, em homenagem ao santo do dia.
No Nordeste, durante o século XIX e início do século XX, podemos observar que o costume adquiriu novas nuances, vez que além do prenome de batismo a pessoa ao atingir a maioridade acrescentava outro prenome. O JOAQUIM torna-se JOAQUIM ANTONIO o JOSÉ em JOSÉ MANOEL, em alguns casos o segundo prenome também homenageava alguém da família.
Assim, o prenome do indivíduo dá sempre uma dica sobre os prenomes existentes na família, o que torna mais fácil a busca genealógica.

    



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O PORTUGUÊS MANOEL JOSÉ PINTO E MARIA DE OLIVEIRA

Como em outras postagens do blog esta se baseia em provas documentais que atestam a existência do mais antigo membro da família PINTO no Brejo Paraibano. Trata-se de MANOEL JOSÉ PINTO, português, natural do Porto, casado com MARIA DE OLIVEIRA.
Estimo que ele tenha nascido entre 1748 a 1755 tenha falecido após 1810.
Dos filhos de Manoel foram encontrados até agora apenas o registro de batismo de dois - JOSÉ e RITA (1785/1786). Não sendo possível afirmar se estes foram os primeiros filhos do casal, mas, como não existem livros paroquias antes de 1780 para consulta e no livro de 1780-1787 muitas páginas estão bastante danificadas e impossibilitam a leitura,  tudo indica que não foram. 
Mas é certo que, como era frequente na época, o número de filhos do casal pode ter tranquilamente passado de dez. Dentre estes o meu pentavô, que assim como o pai, também assinava MANOEL JOSÉ PINTO.

No registro de batismo da filha Rita, embora muito danificado pelo tempo, é possível ler "Rita, filha de Manoel José Pinto , natural do Bispado do Porto e de sua mulher Maria de Oliveira, moradores desta freguezia foi batizada na Capella de Lagoa Grande...."
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A última menção que encontrei do português MANOEL JOSÉ PINTO é de 1810, como testemunha do casamento de JOSÉ LUIZ e FRANCISCA MARIA em Areia/PB.
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Note-se que ao longo de três décadas ele aparece nos registros paroquiais  em Mulungu/PB, Alagoa Grande/PB e em Areia/PB.  
O mais interessante foi encontrar outros membros da família PINTO em Alagoa Grande como demonstra o registro de casamento de Francisco Cabral de Oliveira, filho de MANOEL TEIXEIRA PINTO e ELYZA CABRAL e Ana Teodora  filha de JOÃO TEIXEIRA PINTO e EUZÉBIA MARIA.
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Note-se que Alagoa Grande não tinha mais do que 200 habitantes na época e, que o sobrenome TEIXEIRA está  vinculado à família PINTO, fato este que se confirma nas décadas seguintes nos inúmeros registros paroquiais que foram encontrados, tanto em Alagoa Grande como em Bananeiras,  onde aparecem juntas as famílias TEIXEIRA e a PINTO.

Quanto a MANOEL JOSÉ TEIXEIRA e JOÃO TEIXEIRA PINTO (de Alagoa Grande) acredito que também são filhos de MANOEL JOSÉ PINTO, não só porque os noivos são primos (dispensados do grau de consanguinidade) mas pelo fato do noivo assinar FRANCISCO CABRAL DE OLIVEIRA e não FRANCISCO TEIXEIRA PINTO como seria de se esperar. 
Nesse ponto é bom lembrar que antigamente era muito comum os netos assumirem os sobrenomes dos avós quando o sobrenome remetia a uma família conhecida e influente no local. No caso OLIVEIRA, descendentes dos OLIVEIRA LEDO, era seu dúvida um sobrenome de peso daí porque a escolha por tal sobrenome.
O sobrenome OLIVEIRA do noivo indica que pertencia à família de sua avô - MARIA DE OLIVEIRA mulher de MANOEL JOSÉ PINTO.
Não sei o nome dos pais de MARIA DE OLIVEIRA, mas é fato que seus descendentes permaneceram unidos através de casamentos durante muito tempo, como podemos comprovar no registro de 1838 onde o mesmo JOÃO TEIXEIRA PINTO, juntamente com João José Gomes de Oliveira são testemunhas do casamento de JOAQUIM GOMES DA SILVA e GERTRUDES MARIA DA CONCEIÇÃO (realizado em Bananeiras/PB) como comprova a imagem abaixo.
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Convém esclarecer que JOÃO JOSÉ GOMES DE OLIVEIRA era o tio da noiva e irmão de FRANCISCA GOMES DE OLIVEIRA a mãe de IGNÁCIA MARIA DA CONCEIÇÃO que se casou, em 1839, com JOAQUIM JOSÉ PINTO.
Consta do registro que os noivos foram dispensados do terceiro grau de consanguinidade, o que significa dizer que tinham bisavós em comum. 
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Neste emaranhado de parentescos temos que tanto a família OLIVEIRA como a PINTO se uniram pelo casamento de MANOEL JOSÉ PINTO e MARIA de OLIVEIRA (que deve ter ocorrido por volta de 1770/1775). 
Ele português do Porto, ela brasileira, descendente de uma das famílias que colonizaram o nordeste brasileiro, foram os ancestrais de muitos brasileiros, muitos dos quais não carregam os seus sobrenomes.
  

domingo, 7 de agosto de 2016

PROPRIETÁRIOS DE TERRAS E DE ESCRAVOS EM BANANEIRAS/PB 1872/1877

Alguns dos proprietários de terras e de escravos em Bananeiras com os locais em que viveram. Destacam-se alguns engenhos que contavam unicamente com a mão de obra escrava.

Antônia Luzia de Salles – Tabuleiro
Antônio Barbosa – Pilões
Antônio Candido Thaumaturgo de Farias – Engenho Manitú
Antônio da Cruz Marques – Alagoa Dantas
Antônio da Trindade Souza – Cumati
Antônio de Barros Figueiredo Sênior – Laranjeiras
Antônio Rodrigues Ramos  - Silvestre
Antônio Sabino da Cruz – Jacaré
Antônio Targino de Freitas Pessoas – Fazenda Estrela
Capitão Antônio José da Costa Maria – Pilões
Capitão Antônio Rodrigues de Castro Neves – Vila de Bananeiras
Capitão Domingos da Costa Souto – Alagoinha
Capitão Firmino Bastos Fernandes – Engenho São José
Capitão Francisco Baptista de Aguiar – Gamelas
Capitão José da Cruz Marques – Alagoa Dantas
Capitão José Ferreira da Rocha Camporra – Engenho Farias
Capitão José Maria da Rocha – Engenho Barra do Jardim e  Engenho Morcego
Capitão Nicolau José de Carvalho Brito – Engenho Tanques
Capitão Pedro Rodrigues das Neves – Vila de Bananeiras
Capitão Salustiano Bezerra Cavalcante – Alagoa do Mathias
Claudino Dias de Araújo – Tapuio
Delfino Gonçalves do Nascimento – Vila de Bananeiras
Doutor José Antônio Maria da Cunha Lima  - Vila de Bananeiras
Filinto Florentino da Rocha – Vila de Bananeiras
Francisco Galdino dos Santos – Jacaré
Francisco Nunes da Cruz – Olho d’água Seco
Ignácio Gomes Pedrosa  - Tanques Dantas
João da Matta Lins Fialho – Engenho Canafístula
João Lourenco Velho de Mello – Angicos
João Marques Ferreira – Moreno
João Pereira Lopes Porto – Mijona
João Soares de Albuquerque – Engenho Bebedouro
Joaquim Barbosa de Albuquerque – Bebedouro
Joaquim Barbosa de Farias – Angelim e Boa Vista
Joaquim do Rego Toscano de Brito – Engenho Pau d’arco
Joaquim Leite de Albuquerque – Engenho Barreiras
José Barbosa Coutinho  - Cumati
José Liandro Ferreira – Marzagão
José Martins de Meirelles – Boa Vista
José Pereira de Almeida – Alagoas dos Matias
José Pereira dos Santos – Bebedouro
José Rodrigues de Castro – Olho d’aqua seco
José Tavares Bizerra – Pilões
José Virginio Barbosa de Lucena – Roma
Luiz Ferreira de Mello – Três Irmãos
Manoel da Costa Espínola – Engenho Caiana
Manoel Henrique Pereira de Lucena – Gravatá
Manoel Ribeiro Pessoa – Dona Inês
Manoel Vicente Pereira de Melo  - Vila de Bananeiras
Militão Gonçalves Muniz – Chã da Gruta
Olinto Pompilio de Mello  - Vila de Bananeiras
Paulino da Silva Cavalcante – Taboca
Paulo Bizerra – Dona Inês
Pedro Alves Chaves - Boa Vista
Pedro Timóteo de Queiroz- Baixa do Mel
Targino dos Santos Bezerra – Lages
Targino Franklin da Rocha – Engenho Jardim
Tenente Coronel Antônio José da Cruz Marques – Alagoas Dantas
Teodósio José da Silva – Umari
Thomas Joaquim Gomes – Boa Vista

Virginio Pereira de Mello – Roma

domingo, 31 de julho de 2016

IGNÁCIO PINTO DA SILVA - FILHO DE MANOEL JOSÉ PINTO

No testamento de seu pai Manoel José Pinto, de 1862, ele aparece como IGNÁCIO JOÃO PINTO e teria em 18 anos de idade. Portanto, Teria nascido em 1843/1844.
Foi através do testamento que soube da sua existência, vez que até então era totalmente desconhecido, pois o único Ignácio encontrado era seu sobrinho IGNÁCIO FRANCISCO DE SOUZA, filho de seu irmão JOAQUIM JOSÉ PINTO, o qual nasceu em 1850 e viveu em Cuité/PB.
Foi um pouco difícil localizar o paradeiro de IGNÁCIO, pois procurei por IGNÁCIO JOÃO PINTO, tal qual constava no testamento. Para minha surpresa IGNÁCIO passou a assinar IGNÁCIO "PINTO DA SILVA", como alguns de seus irmãos ele incorporou o sobrenome SILVA. 
Revendo antigos livros paroquiais, encontrei o registro de nascimento de seu filho FRANCISCO, nascido em 20/04/1880, onde já onde consta anotação de que se casou com SEVERINA.




"Francisco, filho legítimo de Ignácio Pinto da Silva e Alexandrina Francisca do Espírito Santo, nasceu aos vinte de abril de 1880 e foi por mim batizado a quatro de junho do mesmo ano, forão padrinhos Antonio Fernandes e sua mulher Maria Isabel da Conceição".
Consta averbação que se casou com Severina no dia 6 de outubro de 1912 em Bananeiras/PB.
Para minha surpresa, no registro de casamento de Francisco, ele aparece como era IGNÁCIO URBANO DA SILVA. 


"Aos seis de outubro do presente ano, servatis servantis, nesta matriz, assisti o recebimento matrimonial de FRANCISCO IGNÁCIO DA SILVA e SEVERINA MARIA DA CONCEIÇÃO, perante as testemunhas ANTONIO MASSILON DE LUCENA e HELIODORO RAMALHO, os nubentes filhos, ele de IGNÁCIO URBANO DA SILVA e ALEXANDRINA MARIA DA CONCEIÇÃO, ela filha natural de Maria de tal. Elle com trinta e quatro, ella com quatorze."
Vemos assim que este neto de MANOEL JOSÉ PINTO abandonou o sobrenome PINTO, sendo bem provável que o mesmo aconteceu com os outros filhos de INÁCIO e ALEXANDRINA.
Encontrei outro registro de casamento de JOÃO IGNÁCIO DA SILVA, outro filho. Mas, acredito que esse ramo da família seja tão numeroso quanto aos demais, ou seja, como os casais tinham em média 10 filhos, é muito provável que ainda vá encontrar mais 8 filhos de Inácio e Alexandrina . Todos nascidos em Bananeiras/PB. Sendo certo que a quantidade de netos do casal, nascidos entre 1900/1930, é bem grande, embora não carreguem mais o sobrenome PINTO e, embora muitos ainda vivam em Bananeiras e cercania nada sabem de suas origens.
Tenho esperanças de que algum dia possam recuperar um pouco da história de seus ancestrais.


  
"Aos dezoito de dezembro de mil novecentos procedidas as denunciações canônicas e sem impedimentos presentes as testemunhas André Soares e José Florentino  o recebimento matrimonial de JOÃO IGNÁCIO DA SILVA e JOSEPHA UMBELINA DA CONCEIÇÃO, ele com vinte e três anos, filho legítimo de Ignácio Pinto e Maria Alexandrina, ela com dezoito de idade, filha legítima de Pedro Valentino e Umbelina Maria da Conceição (Em Bananeiras/PB).  

quinta-feira, 28 de julho de 2016

UM POUCO DA HISTÓRIA DE MULUNGU/PB

Mulungu, surgiu da colonização portuguesa em terras outrora pertencentes aos índios que habitavam as margens do rio Mamanguape (Mongaguaba).
O significado da palavra  mamanguape  é controverso. Para uns significa “água pegajosa”, para outros significa “bebedouro” e, uma terceira corrente diz que seria “enseada dos mamangás (espécie de arbusto abundante na região).
O certo é que o rio Mamanguape, que percorre aproximadamente 170 km, teve uma importância histórica que não pode ser relegada, embora nem de longe atualmente seja o que foi no passado: um rio repleto de peixes e cercado de matas, com profundidade média entre 8 a 10 metros e largura de 60 metros, que contribuiu para a fundação de mais de 30 dos atuais municípios paraibanos.

No final do século XVI, a navegação em suas águas possibilitou o colonizador adentrar pelos “sertões”. Mas, é a partir de 1692 (século XVII), com o fim da Guerra dos Bárbaros, que ocorreu a fixação do “homem branco”, com os currais de gado em sesmarias doadas nas suas margens.

No século XVIII os engenhos se proliferaram, atraindo novos moradores, muitos dos quais portugueses. Mas, no início do século XIX, com as secas e as exigências governamentais para dos sesmeiros, a região foi sendo lentamente abandonada, resultando em seu quase despovoamento no início do século XX.
Mulungu, não fugiu à terrível sina. Ela teve seu auge entre 1740/1840. Mas, foi pouco a pouco se tornando um espectro de seu passado glorioso. Muito da sua história foi perdida ao longo do tempo. Não existem dados sobre os indígenas que foram seus primeiros habitantes.

É importante ressaltar que ao longo do rio Mamanguape existem várias inscrições rupestres. Sítios arqueológicos que ainda não foram explorados, desconhecidos dos habitantes locais que não percebem ou não conseguem distinguir uma inscrição rupestre de um desenho de uma criança.
Uma lástima. Pouco a pouco, como água que escorre entre os dedos, todo o material que serviria para pesquisas está sendo destruído, pela pouca ou nenhuma informação e interesse dos nativos. Assim, a história dos indígenas da região foi ou está sendo destruída sendo quase impossível de recuperá-la.
No entanto, ainda há tempo para o resgate da história dos “homens brancos”, ou seja, os colonizadores, pois existem muitos documentos disponíveis para consulta, como os registros paroquiais de Mamanguape que contém inúmeras referências aos locais e seus habitantes.

Quanto a Mulungu, a origem do nome parece ser de uma árvore da flora brasileira que chega a medir 14 metros de altura, florescendo entre julho e setembro, época em que as folhas caem e aparecem as flores de cor coral que podem ser vistas à muita distância. São várias espécies de mulungu, e os índios a usavam para fins medicinais e alucinógenos. Portanto, os locais onde havia abundância de mulungus eram apreciados pelos índios.
Não é certa a data em se iniciou o processo de fixação do colonizador em Mulungu. Pode ter sido com Domingo Piriz e seu curral de gado, mas o período com maior concentração de pessoas foi, sem dúvida, entre 1740 a 1840. Cem anos em que a localidade apresentou um crescimento admirável.
Os primeiros registros que apontam a existência de uma capela em Mulungu datam de 1763.
No entanto, como a fonte deriva de um dos poucos livros paroquiais que sobreviveram ao tempo é possível que a capela já existisse antes.

Como já falei em em outra postagem (Capela de Santo Antonio dos Mulungus - atual Mulungu/PB) , no livro Memórias Históricas do Rio de Janeiro e das Provincias Annexas à Jurisdição do Vice-Rei do Estado do Brasil de 1822, a capela é chamada de SANTO ANTONIO DO MOLUNGA ao invés de MULUNGU.
A confusão parece ter  uma explicação simples, pois em Moçambique, também de colonização portuguesa  a palavra molunga significa "brancos", ou seja, o autor utilizou-se de uma palavra que lhe soava familiar ao invés daquela que lhe era desconhecida.
O fato é que a capela cujo orago é Santo Antonio foi uma das mais antigas da região. 
Na cidade de Mulungu existe a Paróquia de Santo Antonio até hoje. Acredito que a atual igreja tenha sido edificada no mesmo terreno que acolheu a antiga capela. 

Dos antigos registros paroquiais, ressaltamos o do casamento de JOÃO PEREYRA DE OLIVEIRA e FRANCISCA MARIA de 9/2/1763. Realizado na capela de "Santo Antonio dos Mulungúz". Ele filho do Capitão Antonio Pereyra Correia e de Thereza de Jesus. Ela filha do capitão Antonio Fernandes Pimenta e Maria José de Oliveira. 
Testemunhas: Capitão Bento Cazado e Alferes João Casado.
Este registro mostra a presença das famílias PEREIRA CORREIA, FERNANDES PIMENTA e CASADO DE OLIVEIRA em Mulungu.  

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Foi em Mulungu que viveu MANOEL JOZÉ PINTO casado com MARIA DE OLIVEIRA que acredito ter sido o pai ou avô de outro MANOEL JOZÉ PINTO - meu pentavô.

Neste registro de casamento de 9/2/1801 não é possível ler os nomes dos noivos, mas somente das testemunhas: José Casado de Oliveira Júnior e Manoel José Pinto
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Casamento em 9/2/1877  de Manoel Rodrigues com Francisca.
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O mais interessante é encontrar sempre registros do dia 9 de fevereiro. Mas, não sei ainda não encontrei explicação.