domingo, 9 de julho de 2017

FELINTO FLORENTINO DA ROCHA

É sempre bom lembrar que o café foi o responsável pelo enriquecimento de algumas famílias.
O “ciclo do café” é o nome dado ao período da história do Brasil onde o plantio do café era a grande atividade econômica do país, responsável pelo desenvolvimento de algumas regiões, especialmente no Vale do Paraíba (compreendendo os estados do Rio de Janeiro e São Paulo) como em algumas cidades do Brejo Paraibano (Areia e Bananeiras).
O ciclo durou uns cem anos (1830/1930) e, por volta de 1850, já encabeçava a lista de nossos produtos de exportação. Era chamado de “ouro verde”.
Dizem que o café chegou ao Brasil por volta de 1727. No Brejo Paraibano já existiam plantações por volta de 1830, onde a planta encontrou um clima favorável, além de proprietários de terras dispostos a utilizar a mão de obra escrava para o plantio.
Um desses cafeicultores foi Estevão José da Rocha, o “Barão de Araruna”, que a exemplo dos “barões do café” do Vale do Paraíba, fez fortuna com a plantação e comercialização do café (vide postagem no blog) comprando seu título de barão que usufruiu por 3 anos.
Um dos filhos de Estevão foi FELINTO FLORENTINO DA ROCHA (aparece também como PHELINTO FLORENTINO DA ROCHA), nascido em 1837 e falecido em 1913 (76 anos).
Felinto era casado com Úrsula Emília e no inventário constavam os seguintes filhos/herdeiros:
- José Florentino da Rocha, solteiro, 39 anos, residente em Cacimba de Dentro.
- Maria Emília da Rocha Cirne, casada com Célio Colombano da Costa Cirne.
- João Antônio da Rocha, casado.
- Antônio Alves da Rocha, casado.
- Maria Engracia da Rocha, casada com José Antônio Ferreira da Rocha.
- Felinto Florentino da Rocha Filho, casado.
- Luiza Elízia da Rocha, solteira, 28 anos de idade.
- Manoel Florentino da Rocha, solteiro, 20 anos de idade, residente em Currais Novos no Rio Grande do Norte.
- Maria Almerinda da Rocha, solteira, 18 anos.
Imagem: arquivo pessoal
Felinto ficou mais conhecido como COMENDADOR FELINTO, por ter recebido uma comenda da Imperial Ordem da Rosa em agosto de 1888.
Essa ordem existiu de 1829 a 1889 e tinha seis graus: Grão Cruz. Grande Dignitário, Dignitário, Comendador, Oficial e Cavaleiro.
Já no final do império, D. Pedro II usou a ordem para distribuir comendas para incentivar fazendeiros a dar a alforria aos escravos, sendo que a maioria destes fazendeiros eram cafeicultores.
Ao falecer Felinto deixou muitos bens, dentre eles o Engenho Jardim, que fora de seu pai. Nesta propriedade, avaliada em 1913 em 37 contos de réis, além de engenho, casa, existiam 140 mil pés de cafés. Ele também tinha plantações de café em outras propriedades como no Jatobá, onde  existiam quase o mesmo número de pés de café.
Felinto também tinha fazendas de gado, sendo que a maior delas era localizada em Nova Cruz/RN.
Ele exerceu grande poder político na região. Teve grandes desafetos, chegando a sofrer processos criminais como o que teve com José Trajano da Costa.

Sua riqueza era expressiva para o país e era considerado grande produtor e exportador de café.
Fotografia do seu túmulo existente no cemitério de Bananeiras/PB
Imagem: arquivo pessoal

Nenhum comentário: